Biblioteca da meia noite: 5 lições valiosas do famoso best-seller
- Daniel Tarsis
- 6 de jun. de 2024
- 4 min de leitura
Atualizado: 9 de jun. de 2024
Se você leu e amou (assim como eu!) a leitura do “Biblioteca da meia noite” ou se nunca ouviu falar, mas gostaria de uma indicação de livro, nesse texto listarei 5 lições valiosas encontradas no “Biblioteca…” que gostaria de compartilhar com vocês. Não pretendo dar spoiler da história, mas para que você saiba o contexto, aqui uma breve sinopse:
O autor, Matt Haig, conta a história de Nora Seed, uma mulher na faixa dos 30 anos que se percebe completamente frustrada em sua vida: desempregada, recém separada, sem amigos, sem contato com a família e com seu gatinho morto. Vivendo uma vida cheia de arrependimentos e angústias, Nora atenta contra sua vida, porém, antes de morrer, tem a oportunidade de viver todas as vidas que poderia ter vivido, experimentando todas as possibilidades imagináveis e inimagináveis, o que irá impactar em como viverá sua vida a partir dali.

Agora que já foi contextualizado, segue o fio…
1- “Se alguém avança com confiança na direção de seus sonhos e tenta viver a vida que imaginou, há de deparar com um sucesso inesperado a qualquer momento.”
Identificar nossos sonhos e alimentá-los é uma fonte preciosa para se beber na busca pelo que faz sentido em nossas vidas. E quando nossos pensamentos estão alinhados com nossas ações em uma direção, as chances de alcançarmos alguns frutos desse trabalho são mais concretos. É importante evitar a romantização e não cair na falácia da meritocracia aqui, mas é ainda mais importante identificar o que depende apenas de nós mesmos. Saber pelo que somos responsáveis nos faz buscar pelas melhores formas de tornar sonhos uma realidade.
2- “Você não precisa entender a vida. Precisa apenas vivê-la.”
Dentre tantas características que nos diferenciam de outros animais, uma delas é o quanto somos seres que buscamos sentido. Geralmente tentamos entender sobre como as coisas funcionam, o que são, o que fazem, o porquê aconteceu assim ou assado. É realmente fascinante matarmos nossa curiosidade diante de um novo acontecimento. Mas e quando não há uma explicação concreta? Tanta busca por conhecimento parece levar à perdição, dentro de nós mesmos, inclusive. É bom lembrar que às vezes é somente fazendo, ou vivendo, que poderemos compreender alguma coisa. E às vezes nem isso, ok? Talvez não precisamos saber de tudo mesmo, mas é bem melhor viver.
3- “Quando você tiver preocupações com coisas que não conhece, como o futuro, é uma boa ideia lembrar a si mesma de coisas que você conhece.”
Quem não está preocupado com o futuro atualmente, não é mesmo? Não é à toa que a Organização Mundial da Saúde (OMS) identificou o Brasil como o país com as pessoas mais ansiosas do mundo (tá chocada?). Pois então, é fácil se perder nos pensamentos sobre as mil e uma possibilidades (às vezes catastróficas) do que pode ou não pode acontecer em nossas vidas. Mas o que acaba se tornando difícil mesmo é lembrar do caminho de retorno desses pensamentos, o caminho para o que de fato é real e para o que temos algum conhecimento.
A sensação de segurança é fundamental para sentirmos algum bem estar dentro do nosso corpo. E como não se sentir seguro diante de algo que já conhecemos? Respire e volte quantas casas forem necessárias para a segurança do que você já conhece, principalmente quando sentir o peso do futuro em suas costas.
4- “Não importa o quão sincera a pessoa seja na vida, os outros só enxergam a verdade se estiver próxima o suficiente da realidade deles.”
Ser sincero e honesto com as pessoas pode ser um desafio pra muita gente, que às vezes se justificam pra não serem por sentirem medo de machucar outras pessoas. Nesse sentido, é de fácil conhecimento que a mentira e a omissão podem diminuir a confiança nos relacionamentos mais íntimos, o que leva muitas pessoas ao término das relações. Parece haver aqui um dilema doloroso: sou sincero e machuco o outro ou silencio e crio um distanciamento?
Difícil, mas para aqueles que se aventuram no campo da comunicação aberta com seus pares, é bom saber que mesmo com as melhores intenções, não temos o controle sobre como nossas verdades serão assimiladas pelo outro (ou se serão assimiladas). Todos temos um limite de compreensão, geralmente proporcional ao tanto que experimentamos da vida. De qualquer forma, exercitar o cuidado e a empatia em nossas trocas já é um bom começo para se aventurar nesse caminho do diálogo.
5- “Nunca subestime a grande importância das coisas pequenas.”
Acredito que esperar uma recompensa pelos nossos esforços é muito natural, não é mesmo? Mas se o que recebemos parece não chegar aos pés de nossas expectativas, ainda mais se o esforço for grande, é fácil sentir uma enorme insatisfação/frustração. A gente tende a esquecer que as pequenas coisas, quando juntas e acumuladas, tornam-se grandes.
Culturalmente já nos adaptamos às facilidades que a tecnologia nos trouxe, onde ela reduz o tempo para se ter acesso às coisas, o que consequentemente, nos deixa mal acostumados. A partir disso, sempre queremos mais e nos contentamos cada vez menos com o que temos, parecendo pouco. É uma lógica que adoece e não sei se há algo que possa impedir esse fluxo, mas é bom lembrar de que assim como na natureza, onde cada ser vivo tem uma pequena contribuição para o equilíbrio da vida, nós também podemos tornar as coisas mais equilibradas se lembrarmos de valorizar ou fazer o pouquinho de cada dia.